quinta-feira, junho 15, 2006

Someday.... away.

... o menininho resolveu voltar.
Um pouco mais velho, mas ainda sim, o menininho. É, ele é daquele tipo. Não importa quanto tempo vai passar, ele vai ser sempre o menininho. Não importa quanto tempo vai passar, ele vai sempre andar sozinho na rua à noite, sonhando com o quanto ele poderia ter sido feliz. Na verdade, acho que nem ele sabe. Melhor ainda, não quer saber. É melhor assim. Não saber o quanto você ( ou ele ) poderia ( ou poderiam ) ter sido feliz ( ou felizes ). Porque sendo desse jeito, o menininho não se achará um perdedor tão grande. Algumas coisas devem permanecer na dúvida. Da mesma forma que algumas palavras não devem ser ditas, nem promessas que não serão cumpridas, feitas. Porque o menininho é assim. Ele acredita em tudo. Ah, sim. Ele acredita. E o mais engraçado é que ele sempre se promete nunca mais acreditar. Se isso dá certo ? Não. Mas ele insiste. Insiste porque é importante tentar. Um dia ele consegue. Um dia ele consegue não acreditar. Ou quem sabe, um dia ele consiga ser feliz.

" Algum dia... distante...
Uma brisa de verão faz
Todo nosso inverno congelar
Folhas de outono
Não há chance para romances primaveris
Nós tardamos mas deixamos o passado para trás
Velhos amantes vivendo algo novo
Mas as chances são tão poucas...
E as chances são tão verdadeiras "

Epica - Linger

2 comentários:

lalah disse...

oi bê!!!!
q lindo!!!
eh d autoria sua tbm?!
nossa amei...
eu m identifikei bastante!!!
bjo...

[Filipe] disse...

Há quem diga que a dúvida muitas vezes é uma verdadeira bênção e que retirar a proteçãozinha diáfana que cobre nossos olhos é o suficiente para acabar com a vida de alguém.
Talvez o menininho não seja ingênuo porque é bobo, mas seja ingênuo porque acrecita piamente que essa é a essência de tudo, que é assim que se deve ser. Talvez ele seja um idealista.
E talvez ele devesse parar de tentar medir o quanto foi ou nã foi feliz. No fim, o que fica é o que foi, não o que poderia ter sido. O que poderia ter sido, trazido para o contraste do que foi, traz uma impressão de vida besta, mesquinha, limitada, quase-vida. Frustra.
O menininho não merece isso. A vida dele já é ótima, e está só começando.