sábado, fevereiro 18, 2006

Doce gosto de inocência perdida...

...se é que o menininho já foi inocente alguma vez. Creio que não. Então como perder algo que ele nunca teve ? O menininho não sabe. Apenas sabe que ele já nasceu assim, com esse ar de menino devasso, um demônio com cara de anjo, como ele próprio se definiria.
Meigo, doce, educado. Pervertido, insaciável, selvagem. São palavras que o definem. E ele sabe muito bem escolher quem conhecerá seu lado obscuro. Ele é todos e um só. É todos e ninguém. Às vezes era apenas ele mesmo, mas ele não sabe mais como é ser ele próprio, não sabe quantas personalidades já assumiu, quantas vidas já roubou. E nem faz muita questão de saber, já que cair na rotina é patético. Patético... ele não gosta dessa palavra. Forte, agressiva, não combina com ele. Ou com algumas partes dele... pois são várias pessoas em uma. Ou a mesma em várias. Ele não sabe. Novamente, não sabe. Não sabe nem porque é assim, não sabe porque teve que ser assim. A vida o ensinou a incorporar essa " Lolita de calças ". Há algo nisso que o incomoda. Mas o que ? Ele não se lembra, ele não quer se lembrar... mexer no seu passado pode ser desagradável, já que certas coisas devem ficar enterradas. Ou certas pessoas.

[ para Maiá ]

2 comentários:

*pim ® disse...

o todo nao seria todo se não existissem partes. como um quebra-cabeça, que só é quebra-cabeça porque é feito de partes. essas coisas.

a última peça é a mais importante. e isso vc descobrirá quando SE descobrir.

:)
te gosto, babe. gosto sim.

Maiá disse...

Nhaaaa...me encanta.