O menininho continua indo.
Por um segundo, se perguntou o porquê voltaria.Pensou nas coisas que deixou para trás e que não gostaria de rever por nada. Isso o deu mais certeza ainda de que não deveria voltar. Dane-se o princípio de quem vai, volta. Agora, ele só vai. Enfrentar os fantasmas do passado pode ser mais doloroso do que se pensa.
E lá vai ele.
Agora, apenas vai.
Pela estrada de tijolos amarelos, que nem a de Dorothy, do leão, do homem de lata e do espantalho. Enquanto eles buscam voltar para casa, coragem, um coração e um cérebro, o menininho apenas buscava o seu abraço.
sexta-feira, abril 20, 2007
quinta-feira, abril 12, 2007
Pobre menininho!
E lá vai o menininho.
Ele vai, volta.
Ele volta nem porque ele quer voltar, mas porque acha que é um dos princípios básicos da vida: quem vai, volta. E volta com aquele sorriso estampado no rosto dele, aquele rosto que parece o de um anjo encapetado. E aquele sorriso faz você crer que está tudo bem, que ele está bem. Pobre menininho. Ele não está conseguindo enganar os outros, e muito menos a si mesmo. Se bem que isso ele nunca conseguiu...
Ele precisa de um abraço, apenas isso.
E de alguém dizendo que tudo vai ficar bem.
Ele vai, volta.
Ele volta nem porque ele quer voltar, mas porque acha que é um dos princípios básicos da vida: quem vai, volta. E volta com aquele sorriso estampado no rosto dele, aquele rosto que parece o de um anjo encapetado. E aquele sorriso faz você crer que está tudo bem, que ele está bem. Pobre menininho. Ele não está conseguindo enganar os outros, e muito menos a si mesmo. Se bem que isso ele nunca conseguiu...
Ele precisa de um abraço, apenas isso.
E de alguém dizendo que tudo vai ficar bem.
sexta-feira, abril 06, 2007
Conversas de você com você mesmo. - parte 2
Eu não sei definir o que é felicidade. Creio que poucos sabem... mas eu não me encaixo nesse seleto grupo. Quando esse é o assunto em questão, diversos momentos me vêm à tona, porém, é como se eu não soubesse classificá-los, ou não os encaixasse no quesito 'felicidade'. Se me perguntarem quando eu fui mais feliz, diria que é agora, por esses tempos. Tenho tido motivos suficientes para dizer isso. O que não impede que a sensação de ausência te invada... como agora, por exemplo.
Desconfie de todos. Principalmente de você mesmo. Eu não sei o que eu sou capaz de fazer, não posso prever as minhas atitudes, embora já tenho muitas vezes dito que eu nunca faria isso ou aquilo. A cara de anjo pode enganar, assim como a cara de demônio. As pessoas te surpreendem, sempre. Infelizmente, não é sempre para melhor.
Estar rodeado e se sentir sozinho. Essa é uma das frases que se aplica à maioria das pessoas com quem converso a respeito disso. E dessa vez, eu me encaixo nesse grandioso grupo. Estar rodeado, ter vários amigos, sua família por perto, mas ainda sim ter a certeza que você é a sua melhor e pior companhia.
Eu não acredito em promessas. Por mínimas e mais bobas que possam parecer, eu não acredito nelas. Sei o quanto o ser humano pode não atribuir a mesma importância que você a algo. Uma promessa sempre foi algo importante para mim, mesmo sendo banal. Sempre pensei assim: prometeu, que cumpra. Até que o mais freqüente dos meus pensamentos passou a ser: "mas você prometeu...". Não prometa fazer companhia a alguém se você não vai, não prometa dar algo se você não vai, não prometa o que você não vai cumprir. E eu sei que você não vai.
Às vezes eu paro e penso a respeito da separação dos meus pais. O que logo se cessa, pois esse é um dos assuntos o qual eu nunca conseguirei discutir sem que uma lágrima desça pelo rosto. Há perguntas a serem feitas, mas sem a vontade de abrir as feridas.
E logo após essa conversa comigo mesmo divida em duas partes, eu confesso que não cheguei em nenhuma conclusão, embora não soubesse que estava procurando por uma. E ainda não sei se estou procurando por uma conclusão ou qualquer coisa que seja...
Desconfie de todos. Principalmente de você mesmo. Eu não sei o que eu sou capaz de fazer, não posso prever as minhas atitudes, embora já tenho muitas vezes dito que eu nunca faria isso ou aquilo. A cara de anjo pode enganar, assim como a cara de demônio. As pessoas te surpreendem, sempre. Infelizmente, não é sempre para melhor.
Estar rodeado e se sentir sozinho. Essa é uma das frases que se aplica à maioria das pessoas com quem converso a respeito disso. E dessa vez, eu me encaixo nesse grandioso grupo. Estar rodeado, ter vários amigos, sua família por perto, mas ainda sim ter a certeza que você é a sua melhor e pior companhia.
Eu não acredito em promessas. Por mínimas e mais bobas que possam parecer, eu não acredito nelas. Sei o quanto o ser humano pode não atribuir a mesma importância que você a algo. Uma promessa sempre foi algo importante para mim, mesmo sendo banal. Sempre pensei assim: prometeu, que cumpra. Até que o mais freqüente dos meus pensamentos passou a ser: "mas você prometeu...". Não prometa fazer companhia a alguém se você não vai, não prometa dar algo se você não vai, não prometa o que você não vai cumprir. E eu sei que você não vai.
Às vezes eu paro e penso a respeito da separação dos meus pais. O que logo se cessa, pois esse é um dos assuntos o qual eu nunca conseguirei discutir sem que uma lágrima desça pelo rosto. Há perguntas a serem feitas, mas sem a vontade de abrir as feridas.
E logo após essa conversa comigo mesmo divida em duas partes, eu confesso que não cheguei em nenhuma conclusão, embora não soubesse que estava procurando por uma. E ainda não sei se estou procurando por uma conclusão ou qualquer coisa que seja...
segunda-feira, abril 02, 2007
Conversas de você com você mesmo - parte 1.
Às vezes é difícil ver as coisas sob uma perspectiva profunda. Eu estava estressado, realmente estressado, mas não percebia isso. Quanto mais me falavam, menos eu acreditava, mais eu pensava ser apenas implicância das pessoas. E isso foi me prejudicando aos poucos, mas em proporções inimagináveis. Comia tudo o que via pela frente para me acalmar, engordei muito, o que me obrigou a largar o que seria uma carreira de modelo. Fui prejudicado nos meus estudos, nas minhas relações. Foi quando eu vi que precisava me tratar, mudar algumas coisas, viver sem tantas preocupações e expectativas. E assim o fiz.
Eu sou bastante vulnerável. Detesto ser criticado, detesto que me chamem a atenção por eu estar fazendo alguma coisa que supostamente seria errado. Da mesma maneira, sou um tanto quanto inseguro. Qualquer crítica me deixa assim, qualquer mudança de comportamento em relação a mim me deixa assim. Fico achando que a culpa é minha, que o problema está comigo, sempre comigo.
Você tem que ir até lá para poder voltar. Já estive no fundo do poço, principalmente em relação à minha auto-estima e aos cuidados com o corpo. Já tive tendências bulímicas e nunca estive satisfeito com meu visual, nunca consegui olhar para o espelho e gostar do que estava vendo. Costumo falar que a minha auto-estima está mais para 'baixo-estima'. Nunca tive o costume de ser 'mais eu'. Mas quando isso começa a te prejudicar é quando você começa a ver que precisa mudar. E eu mudei. Não digo que consegui ainda, mas estou tentando.
Eu sempre tive fé. Nunca acreditei muito em relacionamentos, nunca imaginei que eles pudessem durar e serem realmente verdadeiros. Não era muito crente no amor, mas sempre tive fé que um dia encontraria alguém para realmente poder chamar de 'meu amor'. E não é que eu encontrei? Hoje vejo como é importante ter alguém que você possa se apoiar, chamar de seu porto seguro. E eu tenho.
Eu não conto muitas histórias. Fico nos fundos. Eu sou um extrovertido fracassado.
Eu sou bastante vulnerável. Detesto ser criticado, detesto que me chamem a atenção por eu estar fazendo alguma coisa que supostamente seria errado. Da mesma maneira, sou um tanto quanto inseguro. Qualquer crítica me deixa assim, qualquer mudança de comportamento em relação a mim me deixa assim. Fico achando que a culpa é minha, que o problema está comigo, sempre comigo.
Você tem que ir até lá para poder voltar. Já estive no fundo do poço, principalmente em relação à minha auto-estima e aos cuidados com o corpo. Já tive tendências bulímicas e nunca estive satisfeito com meu visual, nunca consegui olhar para o espelho e gostar do que estava vendo. Costumo falar que a minha auto-estima está mais para 'baixo-estima'. Nunca tive o costume de ser 'mais eu'. Mas quando isso começa a te prejudicar é quando você começa a ver que precisa mudar. E eu mudei. Não digo que consegui ainda, mas estou tentando.
Eu sempre tive fé. Nunca acreditei muito em relacionamentos, nunca imaginei que eles pudessem durar e serem realmente verdadeiros. Não era muito crente no amor, mas sempre tive fé que um dia encontraria alguém para realmente poder chamar de 'meu amor'. E não é que eu encontrei? Hoje vejo como é importante ter alguém que você possa se apoiar, chamar de seu porto seguro. E eu tenho.
Eu não conto muitas histórias. Fico nos fundos. Eu sou um extrovertido fracassado.
domingo, março 25, 2007
What If I stay?
"talvez tenha sido tudo sua culpa...
e se eu for?
e se eu partir?
e se eu te mostrar como você está me acabando
e eu sei...
que não importa o que eu diga...
eu ainda estarei pensando: e se eu ficar?"
[Melanie C]
e se eu for?
e se eu partir?
e se eu te mostrar como você está me acabando
e eu sei...
que não importa o que eu diga...
eu ainda estarei pensando: e se eu ficar?"
[Melanie C]
quinta-feira, março 22, 2007
Eu não gosto de me apaixonar...
... porque quando se apaixona, logo vêm as preocupações, as desconfianças, as inseguranças e, juntando tudo isso, logo se tem a dependência. A pior delas, a dependência de quem alguém que praticamente não sabe da sua existência, não sabe nem o seu nome e muito menos do que você seria capaz de fazer por essa pessoa. Bom, provavelmente nem mesmo você sabe... tem andado tão carente que é capaz de confundir o cumprimento de alguém como uma boa cantada, confundir a mínima empolgação com amor. E você começa a se perguntar se é possível confundir algo que você provavelmente nem sabe o que é...
Com as mãos para o alto, você pergunta a Deus onde é que toda essa história vai parar...
Com as mãos para o alto, você pergunta a Deus onde é que toda essa história vai parar...
terça-feira, março 13, 2007
Meninos Malvados.

... sim, você sabe que não consegue resistir àquele pequeno demônio. O modo como ele se movimenta, aquele corpo, suas curvas, o modo como suas calças se mechem à medida que ele anda.
E, ah, você adora quando ele anda. Quanto mais ele anda, mais você o encara, com o olhar tão fixo que nada é capaz de dispersá-lo. Tão fixo está o olhar que você só consegue pensar nele... aquela cara de anjo povoando gritos de prazer, cada vez mais intensos e sinceros.
Você pensa que o ama. Não sabe nada a respeito dele, talvez seja por isso que o ame, porque não sabe quem ele é. Quanto menos você sabe, mais o quer em seus braços, entre suas pernas.
Aí vem ele.
Mas é melhor você se cuidar.
Ele vai partir o seu coração em dois.
Ah, se vai.
E, ah, você adora quando ele anda. Quanto mais ele anda, mais você o encara, com o olhar tão fixo que nada é capaz de dispersá-lo. Tão fixo está o olhar que você só consegue pensar nele... aquela cara de anjo povoando gritos de prazer, cada vez mais intensos e sinceros.
Você pensa que o ama. Não sabe nada a respeito dele, talvez seja por isso que o ame, porque não sabe quem ele é. Quanto menos você sabe, mais o quer em seus braços, entre suas pernas.
Aí vem ele.
Mas é melhor você se cuidar.
Ele vai partir o seu coração em dois.
Ah, se vai.
quarta-feira, março 07, 2007
Lolita?
... e lá estava ele, com aquele jeito angelical, mas com o seu corpo não tão angelical assim. Chamou a sua atenção desde o início, com seu jeito indefeso. Isso fez com que você quisesse estender a mão para ele atrevessar a rua, afinal, você não quer que o pobre menino se machuque.
Até você descobrir o tamanho do estrago que ele pode fazer em sua vida, até você descobrir o quão devasso ele pode ser . Depois, você vai querer aquele menininho indefeso sussurando as mais pervertidas frases em sua orelha. Sua 'Lolita de calças', como você mesmo o costuma chamar. E ah, as calças. Aquelas que modelam o que você acha que ele de melhor tem a oferecer.
Você sabe que não deve.
Mas você não resiste.
Aquele pequeno demônio te deixa maluco, não é mesmo?
Até você descobrir o tamanho do estrago que ele pode fazer em sua vida, até você descobrir o quão devasso ele pode ser . Depois, você vai querer aquele menininho indefeso sussurando as mais pervertidas frases em sua orelha. Sua 'Lolita de calças', como você mesmo o costuma chamar. E ah, as calças. Aquelas que modelam o que você acha que ele de melhor tem a oferecer.
Você sabe que não deve.
Mas você não resiste.
Aquele pequeno demônio te deixa maluco, não é mesmo?
domingo, março 04, 2007
Brincadeiras de criança.
'... tudo começa como inocente brincadeira de criança. Mas ser criança é coisa muito séria. E na brincadeira se perde a inocência. o colorido se apaga, algum remeximento lá no fundo diz que a brincadeira acabou. Vem o vazio daquilo que se perde. E na tentativa de preencher aquele vazio, livra-se de todo o resto, de todo aquele peso morto. Porque estar vazio não é apenas esquecimento, é esforço para não ser esquecido.'
[roubado do flog da Bárbara.]
[roubado do flog da Bárbara.]
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Jogos de azar.
... e ele não sabia o que fazer, sentado em sua cama, encarando todas aquelas pílulas, sentindo um absurdo vazio interior. Foi quando percebeu o tamanho de sua dependência. Mas aqueles antidepressivos não importavam, afinal, a dependência não provinha deles, mas de você.
Ah, os comprimidos. Essas cápsulas laranjas, que o fazem dormir como um anjo e acordar com o demônio.
Ele tentava, mas não conseguia pensar, se concentrar em nada. Ele só pensava nos tempos onde você não o deixava dormir sozinho. Tempos os quais, existiram apenas para ele. Infelizmente, você não conseguiu esconder o vazio que sentia e ainda o demonstrou...
Mas não se culpe. Afinal, você não tinha idéia que para ele não era apenas um jogo, não é?
Ah, os comprimidos. Essas cápsulas laranjas, que o fazem dormir como um anjo e acordar com o demônio.
Ele tentava, mas não conseguia pensar, se concentrar em nada. Ele só pensava nos tempos onde você não o deixava dormir sozinho. Tempos os quais, existiram apenas para ele. Infelizmente, você não conseguiu esconder o vazio que sentia e ainda o demonstrou...
Mas não se culpe. Afinal, você não tinha idéia que para ele não era apenas um jogo, não é?
domingo, fevereiro 25, 2007
Better Off Alone.
'uma coisa antes de eu ir...
algo, que eu preciso saber.
meu bem, algum dia você me amou?'
[Katharine McPhee]
algo, que eu preciso saber.
meu bem, algum dia você me amou?'
[Katharine McPhee]
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
It's really possible to die.
"Importava? Ela se perguntou, caminhando para Bonde St..Importva que ela devesse, inevitavelmente, cessar totalmente? Tudo continuaria sem ela. Ela se resentia disso? Ou, não seria, talvez, um consolo acreditar que a morte terminava tudo absolutamente? É possível morrer. É realmente possível morrer."
[As Horas]
[As Horas]
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
É, foi mesmo.

... e lá estava aquele frasco laranja no armário de remédios do banheiro, clamando por mais outra dose de comprimidos da felicidade. Aqueles que quando você toma, você começa a achar que o mundo é exatamente daquela maneira e que o problema está com você, mas, apesar de saber isso, você não consegue compreender o que há de errado. Mas meu bem, eu te perdoô, apesar de tudo. Você sabe que acho qualquer coisa melhor do que ficar sozinho... afinal, você apenas não bebeu o suficiente para dizer que me ama, não é mesmo?
sábado, fevereiro 03, 2007
Lítio.
... e ele se pergunta o que continua fazendo sentado lá, escrevendo as maiores besteiras que alguém poderia ler, a respeito de si próprio, mas falando a respeito de um tal personagem fictício que não consegue enganar nem a ele mesmo. Cansado, cansado dos dias solitários e das intermináveis noites sombrias. E ele sabe bem como resolver isso. É só ir até o armário, pegar três ou quatro comprimidos daquele frasco laranja e pronto, aí está a felicidade. 'É, deve ser isso que eles chamam de felicidade', ele pensa. Bom, pelo menos até a hora da próxima dosagem.
terça-feira, janeiro 30, 2007
Ele pode?
... e lá estava ele, sentado na beirada da cama pensando em todas as coisas as quais fez esse ano. Corrigindo, lá estava ele, sentado na beirada da cama pensando em todas as coisas as quais ele NÃO fez esse ano. Afinal, a quantidade de coisas que ele não fez é consideravelmente maior do que as coisas que ele fez. A partir disso, foi inevitável pensar como essa simples palavra o perseguia: 'não'. As coisas que ele não fez, as pessoas que ele não conheceu, as oportunidades que ele não aproveitou, as coisas que ele não falou. E quando se deu conta, já era tarde demais. Tarde demais para fazer, conhecer, aproveitar, falar.
Há uma caixa em cima da cama. Ele a encara. Fixa o olhar nela e começa a pensar no que há dentro dela. Sim, ele sabe. Eu não sei. Quem sou eu para saber alguma coisa da vida dele? Se nem ele sabe, o que dirá eu, que mal sei a respeito da minha. Mas não estamos aqui para falar a meu respeito (ou não).
Sim, ele sabe o que há dentro daquela caixa. Mas ele não a quer abrir.
Abrir para que? Para reviver tudo aquilo? Todas aquelas lembranças que ele tem tentado esquecer, tudo o que fazia lembrá-lo o quão fracassado ele é está dentro daquela caixa. Será que uma pessoa pode culpar todo o fracasso de uma vida em uma caixa? Ele acha que pode, afinal, foi por causa dela que tudo começou. Por causa dela que ele a conheceu. E desde que a conheceu, sua vida não tem feito mais sentido. Apaixonar-se nunca fez sentido para ele, agora então, mais ainda. Tudo estava tão bem antes dela aparecer - ecoa em sua mente. Nem tão bem assim, mas melhor do que está hoje.
E ele se pergunta novamente se pode culpar uma caixa.
Sim, ele ainda pensa que sim.
E quem sou eu para falar que não?
Quem nunca culpou outras coisas pelos seus próprios fracassos?
Há uma caixa em cima da cama. Ele a encara. Fixa o olhar nela e começa a pensar no que há dentro dela. Sim, ele sabe. Eu não sei. Quem sou eu para saber alguma coisa da vida dele? Se nem ele sabe, o que dirá eu, que mal sei a respeito da minha. Mas não estamos aqui para falar a meu respeito (ou não).
Sim, ele sabe o que há dentro daquela caixa. Mas ele não a quer abrir.
Abrir para que? Para reviver tudo aquilo? Todas aquelas lembranças que ele tem tentado esquecer, tudo o que fazia lembrá-lo o quão fracassado ele é está dentro daquela caixa. Será que uma pessoa pode culpar todo o fracasso de uma vida em uma caixa? Ele acha que pode, afinal, foi por causa dela que tudo começou. Por causa dela que ele a conheceu. E desde que a conheceu, sua vida não tem feito mais sentido. Apaixonar-se nunca fez sentido para ele, agora então, mais ainda. Tudo estava tão bem antes dela aparecer - ecoa em sua mente. Nem tão bem assim, mas melhor do que está hoje.
E ele se pergunta novamente se pode culpar uma caixa.
Sim, ele ainda pensa que sim.
E quem sou eu para falar que não?
Quem nunca culpou outras coisas pelos seus próprios fracassos?
sábado, janeiro 27, 2007
Pecados talvez não tão íntimos assim.
É incrível quando começamos a pensar em determinados aspectos da vida. Talvez não de nossa vida. Mais incrível ainda é quando começamos a pensar em alguns aspectos das vidas alheias. Sim, isso mesmo. O quão bem é possível conhecer as pessoas que nos cercam? Creio que não muito bem. Se já é difícil nos conhecer bem, imagine conhecer quem convivemos. Conhecer a intimidade de uma pessoa quando o sol se põe e todos (aparentemente, claro) vão dormir.
O bom menino que sua mãe adora que entre quatro paredes é um pervertido.
A linda menina loira que todos gostariam de ter como filha, uma prostituta.
A bela e feliz família, quando o chefe da casa mantém um caso com o vizinho.
Quando o sol volta a nascer, o pervertido volta a ser o bom menino, a prostituta se arruma e volta a ser o exemplo de menina a ser seguido e o pai dedicado volta a amar a sua esposa como se nada tivesse acontecido.
Mas disso você já sabia. E fica calado, é claro. Você prefere assim do que correr o risco de algum deles acender a luz durante a noite, para saber o que você faz quando o sol se põe.
E quer saber?
Eu também prefiro assim.
O bom menino que sua mãe adora que entre quatro paredes é um pervertido.
A linda menina loira que todos gostariam de ter como filha, uma prostituta.
A bela e feliz família, quando o chefe da casa mantém um caso com o vizinho.
Quando o sol volta a nascer, o pervertido volta a ser o bom menino, a prostituta se arruma e volta a ser o exemplo de menina a ser seguido e o pai dedicado volta a amar a sua esposa como se nada tivesse acontecido.
Mas disso você já sabia. E fica calado, é claro. Você prefere assim do que correr o risco de algum deles acender a luz durante a noite, para saber o que você faz quando o sol se põe.
E quer saber?
Eu também prefiro assim.
quinta-feira, janeiro 25, 2007
É, talvez tenha sido por amor.
E lá estava ele, encarando-a.
Encarando aquele corpo estendido na cama. Fixava o olhar na cabeça e ia descendo seguindo as perfeitas curvas, que não foram suficientes para prender-lhe a atenção que logo foi desviada pelas gotas de sangue pingando no chão, uma a uma.
Isso provocou-lhe uma imensa sensação de nostalgia. Pensou se estaria arrependido. Não. Arrependimento não era a palavra certa. Ele não estava estava satisfeito. Sim, era isso! A satisfação não era completa. E isso o fez lembrar do início, quando se conheceram, ela, um pouco mais nova, mas aparentando ser intelectualmente muito mais velha. Ele, um simples rapaz, com uma simples beleza, cursando uma simples faculdade para ter um simples emprego. E como todo simples homem, sonhava com uma simples mulher. Mas não. 'NÃO.' - ecoa o grito em sua mente. De simples ela não tinha nada. Era uma mulher incrível. Fisicamente, era muito bela. E uma pessoa incrível. O que fez ele se perguntou muitas vezes o que ela estaria fazendo com ele. O que é normal, afinal, pessoas incríveis não procuram simples pessoas. Ou seria o contrário? Não importa. E as lembranças continuam... o namoro perfeito, as juras de amor eterno. O que provavelmente seria, se não tivesse acontecido o que aconteceu. Nem ele sabe o que aconteceu direito. Nem eu. Muito menos você.
O olhar é desviado novamente para o corpo na cama. Nua. Pálida. Quanto mais ele a olha, mais ele lembra. Não suportou o fato dela ser melhor do que ele. Ser melhor em tudo. Talvez por isso tenha feito o que fez. Acabado com sua existência. Mas assim foi pior. Ele não acha, mas foi. Dessa maneira, ele não foi capaz de provar a ela que ele era melhor. Ela morreu sendo melhor e assim vai continuar sendo.
Parece que algo o encara. A sensação de estar sendo observado é inevitável.
Mas não há ninguém, apenas as horas. As horas que não se calam, não param de passar. Aconteceça o que acontecer, as horas vão continuar passando. Aquelas horas que matam tudo como um último suspiro de felicidade. As horas que vão sempre existir entre os dois. 'Mas foi por amor.' - ecoa novamente em sua mente. Que seja, as horas de amor que vão sempre existir entre eles. Ou não. E assim, descobre o porquê não está satisfeito. Por causa dessas horas.
Resolve tomar um banho. Liga a água quente na banheira, esperando-a encher por completo.
Enquanto isso, vai até o armário de remédios onde pretende buscar o que precisa. E acha. Vai até a banheira, entra, toma 5, 6, 7 comprimidos. Nem ele sabe. Muito menos eu. Não gosto de ficar prestando atenção nessas coisas. Espera um tempo, até o remédio fazer efeito. Ao se sentir sonolento, pensa: 'Agora sim, a satisfação é completa. E foi por amor.'
Encarando aquele corpo estendido na cama. Fixava o olhar na cabeça e ia descendo seguindo as perfeitas curvas, que não foram suficientes para prender-lhe a atenção que logo foi desviada pelas gotas de sangue pingando no chão, uma a uma.
Isso provocou-lhe uma imensa sensação de nostalgia. Pensou se estaria arrependido. Não. Arrependimento não era a palavra certa. Ele não estava estava satisfeito. Sim, era isso! A satisfação não era completa. E isso o fez lembrar do início, quando se conheceram, ela, um pouco mais nova, mas aparentando ser intelectualmente muito mais velha. Ele, um simples rapaz, com uma simples beleza, cursando uma simples faculdade para ter um simples emprego. E como todo simples homem, sonhava com uma simples mulher. Mas não. 'NÃO.' - ecoa o grito em sua mente. De simples ela não tinha nada. Era uma mulher incrível. Fisicamente, era muito bela. E uma pessoa incrível. O que fez ele se perguntou muitas vezes o que ela estaria fazendo com ele. O que é normal, afinal, pessoas incríveis não procuram simples pessoas. Ou seria o contrário? Não importa. E as lembranças continuam... o namoro perfeito, as juras de amor eterno. O que provavelmente seria, se não tivesse acontecido o que aconteceu. Nem ele sabe o que aconteceu direito. Nem eu. Muito menos você.
O olhar é desviado novamente para o corpo na cama. Nua. Pálida. Quanto mais ele a olha, mais ele lembra. Não suportou o fato dela ser melhor do que ele. Ser melhor em tudo. Talvez por isso tenha feito o que fez. Acabado com sua existência. Mas assim foi pior. Ele não acha, mas foi. Dessa maneira, ele não foi capaz de provar a ela que ele era melhor. Ela morreu sendo melhor e assim vai continuar sendo.
Parece que algo o encara. A sensação de estar sendo observado é inevitável.
Mas não há ninguém, apenas as horas. As horas que não se calam, não param de passar. Aconteceça o que acontecer, as horas vão continuar passando. Aquelas horas que matam tudo como um último suspiro de felicidade. As horas que vão sempre existir entre os dois. 'Mas foi por amor.' - ecoa novamente em sua mente. Que seja, as horas de amor que vão sempre existir entre eles. Ou não. E assim, descobre o porquê não está satisfeito. Por causa dessas horas.
Resolve tomar um banho. Liga a água quente na banheira, esperando-a encher por completo.
Enquanto isso, vai até o armário de remédios onde pretende buscar o que precisa. E acha. Vai até a banheira, entra, toma 5, 6, 7 comprimidos. Nem ele sabe. Muito menos eu. Não gosto de ficar prestando atenção nessas coisas. Espera um tempo, até o remédio fazer efeito. Ao se sentir sonolento, pensa: 'Agora sim, a satisfação é completa. E foi por amor.'
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Pérola.
'- eu preciso de um pinto novo!'
'- ah, essa vai para o meu blog!'
'- mas eu preciso, PORRA!'
[diálogo seríssimo ocorrido entre Mariana Silveira - a.k.a. Porka - e minha pessoa. ontem, 11/01/07. sim, precisamos de mais noites como essas. te amo, Porka!]
'- ah, essa vai para o meu blog!'
'- mas eu preciso, PORRA!'
[diálogo seríssimo ocorrido entre Mariana Silveira - a.k.a. Porka - e minha pessoa. ontem, 11/01/07. sim, precisamos de mais noites como essas. te amo, Porka!]
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Caderninho.
'Gente, se eu não morrer de tédio até o fim das férias, eu não morro nunca mais!'
[Fernanda Soares]
[Fernanda Soares]
segunda-feira, janeiro 08, 2007
E ele sempre volta... sempre.
É incrível como alguns fantasmas sempre nos perseguem.
Principalmente quando esses fantasmas fazem parte de nós mesmos, ou ainda, quando esses fantasmas somos nós mesmos. Como é o caso do menininho. O tempo passa, o amadurecimento vem, a consciência retorna. E ele lá, sempre atrás da porta. Cabeça baixa, chorando.
Hoje, ele resolveu sair um pouco.
Chegou perto com algumas folhas brancas.
O que dizia nelas? Não sei... acho que eu não quis saber. Ou talvez quis, mas fiquei com medo... como sempre acontece quando o menininho está por perto.
Medo. Essa palavra o define bem.
Assim como insegurança e covardia.
Três palavras que o definem bem. Ou me definem.
Eu não sei mais quem é ele ou quem sou eu. Ou se nós somos um só. Não sei, isso me deixou confuso... aliás, é uma das características dele. Ou minha. Ou nossa. Ah, não sei.
Fico olhando para ele...
Pensando em como ele consegue ser ele mesmo, sempre. Sem se esconder atrás de nada ou ninguém. Sempre, ele mesmo... mesmo que isso não seja bom. Ser você mesmo, mesmo que isso não te agrade. Será que isso é válido? Não sei... principalmente quando não sei quem é ou, se ele é ele, ou pior ainda, se ele sou eu.
Olho para as folhas no chão.
E ainda me pergunto o que estaria escrito nelas.
Principalmente quando esses fantasmas fazem parte de nós mesmos, ou ainda, quando esses fantasmas somos nós mesmos. Como é o caso do menininho. O tempo passa, o amadurecimento vem, a consciência retorna. E ele lá, sempre atrás da porta. Cabeça baixa, chorando.
Hoje, ele resolveu sair um pouco.
Chegou perto com algumas folhas brancas.
O que dizia nelas? Não sei... acho que eu não quis saber. Ou talvez quis, mas fiquei com medo... como sempre acontece quando o menininho está por perto.
Medo. Essa palavra o define bem.
Assim como insegurança e covardia.
Três palavras que o definem bem. Ou me definem.
Eu não sei mais quem é ele ou quem sou eu. Ou se nós somos um só. Não sei, isso me deixou confuso... aliás, é uma das características dele. Ou minha. Ou nossa. Ah, não sei.
Fico olhando para ele...
Pensando em como ele consegue ser ele mesmo, sempre. Sem se esconder atrás de nada ou ninguém. Sempre, ele mesmo... mesmo que isso não seja bom. Ser você mesmo, mesmo que isso não te agrade. Será que isso é válido? Não sei... principalmente quando não sei quem é ou, se ele é ele, ou pior ainda, se ele sou eu.
Olho para as folhas no chão.
E ainda me pergunto o que estaria escrito nelas.
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